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Grandes Clubes da Europa ameaçam deixar Champions League e abrem guerra com Uefa

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Segundo informações do Gazeta Esportiva, divulgadas no UOL Esporte, Um grupo de clubes tradicionais da Europa está balançando as estruturas do futebol no Velho Continente com a ameaça de deixar a Liga dos Campeões e montar uma Super Liga com participação dos principais times europeus. A iniciativa conta com adesão de seis clubes da Inglaterra, três da Itália e três da Espanha, todos entre os mais ricos de seus países, e foi repudiada veementemente pela Uefa, pelas confederações nacionais e pelas ligas locais dos países.

De acordo com a publicação francesa RCM Sport, estão a bordo da iniciativa os seis principais times ingleses: Manchester United, Liverpool, Manchester City, Arsenal, Chelsea e Tottenham. Pela Espanha, participariam Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Da Itália, Milan, Internazionale de Milão e Juventus. A proposta é realizar um torneio com 16 times fixos e mais quatro convidados, sem rebaixamento, apenas com confrontos entre as grandes equipes do mundo, nos moldes da NBA nos Estados Unidos. A competição substituiria a Champions League.

Neste domingo, a Uefa se posicionou oficialmente sobre a possível criação da Super Liga. A entidade europeia, junto com as federações e a Fifa, se posicionou de forma veementemente contrária a esta criação.Em nota oficial, a organizadora do maior campeonato de clubes do planeta deixa claro que espera que isso não aconteça, citando que seria um “projeto cínico” e que visa privilegiar o interesse particular das equipes envolvidas, num momento em que o mundo pede por união.

Caso os clubes decidam seguir em frente com o projeto, a Uefa avisou que pretende tomar todas as medidas cabíveis para impedir, tanto no âmbito esportivo quanto legal. Em comum acordo com a Fifa e as outras federações, as equipes que optarem pela Super Liga poderão ser banidas de todas as outras competições, sejam elas nacionais, continentais ou mundiais, e os jogadores não poderão defender suas seleções.

Além da Uefa, diversas ligas nacionais se posicionaram contra a iniciativa. No Twitter, o presidente da Liga Espanhola Javier Medrano escreveu “finalmente os gurus de PowerPoint da Super Liga estão deixando a escuridão das 5h da manhã nos bares, intoxicados de egoísmo e falta de solidariedade. A Uefa, as Ligas Europeias e a La Liga têm se preparado, e eles terão a sua resposta”.

A Bundesliga, da Alemanha, também se manifestou. “Seria irresponsável danificar de forma irreparável as ligas nacionais como base do futebol europeu profissional”, disse o executivo Christian Seifert. A Premier League inglesa, além de assinar a nota conjunta com a Uefa, também emitiu seu próprio comunicado. “Torcedores de qualquer time na Inglaterra e na Europa podem sonhar em chegar ao topo e enfrentar os melhores. Acreditamos que o conceito da superliga acabaria com isso”.

Alguns clubes europeus já avisaram que não aceitam participar da nova competição: o PSG, de Neymar, é um deles. “Acreditamos que o futebol é para todas as equipes”, disse o clube parisiense, um dos mais ricos e recheados de estrelas. Clubes de menor expressão também repudiaram a iniciativa.

Segundo o New York Times, os clubes envolvidos na criação da Super Liga devem fazer um pronunciamento ainda neste domingo. A iniciativa pode deflagrar uma das maiores crises da história do futebol europeu.

 

Confira a nota oficial da Uefa

“A Uefa, a Federação Inglesa de Futebol e a Premier League, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e a LaLiga, e a Federação Italiana de Futebol (FIGC) e a Lega Serie A descobriram que alguns clubes ingleses, espanhóis e italianos podem estar planejando anunciar a criação de uma Super Liga fechada.

Se isso acontecer, queremos reiterar que nós – Uefa, FA Inglesa, RFEF, FIGC, Premier League, LaLiga, Lega Serie A, mas também Fifa e todas as nossas associações membros – permaneceremos unidos em nossos esforços para impedir este projeto cínico, um projeto que se baseia no interesse de alguns clubes em um momento em que a sociedade precisa mais do que nunca da solidariedade.

Vamos considerar todas as medidas de que dispomos, a todos os níveis, judiciais e desportivos, para evitar que isso aconteça O futebol é baseado em competições abertas e mérito esportivo; não pode ser de outra maneira.

Conforme anunciado anteriormente pela FIFA e as seis Federações, os clubes em questão serão proibidos de jogar em qualquer outra competição a nível nacional, europeu ou mundial, e seus jogadores não poderão ter a oportunidade de representar suas seleções nacionais.

Agradecemos aos clubes de outros países, especialmente os clubes franceses e alemães, que se recusaram a assinar. Apelamos a todos os amantes do futebol, torcedores e políticos, a se juntarem a nós na luta contra este projeto, caso venha a ser anunciado. Esse interesse pessoal persistente de alguns está acontecendo há muito tempo. Já é suficiente”.

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