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Ministro da economia do Peru anuncia renúncia em meio à crise no governo de Castillo

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Segundo o Jornal O Globo, o ministro da Economia do Peru, Pedro Francke, informou na última terça-feira (01/02/2022) que deixará o cargo na reforma ministerial que será feita pelo presidente Pedro Castillo, um dia após a primeira-ministra Mirtha Vásquez renunciar, em meio à mais recente crise do governo de apenas seis meses.

Antes mesmo de Francke anunciar sua saída, a moeda do país, o sol peruano, havia liderado as perdas entre as moedas de mercados emergentes, caindo 0,9% na terça-feira (01/02) — sua maior queda diária desde julho de 2021 — após a renúncia de Mirtha Vázquez e também do ministro do Interior, Avelino Guillén.

Estrategistas do Citigroup haviam dito à agência Bloomberg que a extensão dos danos nos mercados dependeria “predominantemente” das nomeações para os cargos de primeiro-ministro e de ministro do Interior e da permanência de Francke — o que não ocorreu.

A primeira-ministra Vasquéz havia anunciado sua saída na segunda-feira (31/01) após uma disputa entre o ministro do Interior e o comandante geral da Polícia Nacional, Javier Gallardo. O ministro havia contestado uma lista de generais da Polícia Nacional que deveriam passar para a reserva.

Acreditando que isso reduziria a capacidade de investigação do órgão, Guillén alegava que alguns dos nomes da lista deveriam permanecer em seus cargos, porque tinham trajetórias longas e comprovadas na luta contra o crime organizado. Ele recomendou ao comandante geral da polícia que reconsiderasse os nomes, mas o pedido, além de ser rejeitado, foi visto como “uma ingerência” em assuntos policiais.

Guillén também chegou a propor a saída de Gallardo e, em meio ao embate, Vasquéz disse ao presidente Castillo que o melhor era manter o ministro do Interior e aposentar o comandante geral da polícia, mas o presidente não seguiu a recomendação. Mesmo assim, Gallardo também optou por deixar o cargo.

Também na terça-feira (01), o secretário-geral de Castillo, Carlos Jaico, apresentou sua renúncia, afirmando que há uma “influência nociva” no entorno do presidente. Assim como Vásquez e Guillén, Jaico apontou a existência de um “gabinete nas sombras”.

Castillo fez várias mudanças em seu Gabinete desde que assumiu — no caso da pasta do Interior,já são quatro os ex-ministros. Vázquez, por sua vez, havia substituído Guido Bellido, representante da ala mais radical do Peru Livre. Com ela no cargo, Castillo superou em dezembro uma votação em que o partido Força Popular, de direita, liderado por Keiko Fujimori, havia pedido a abertura de um processo de impeachment.

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