Ucrânia rejeita plano russo para permitir exportação de grãos do país

Rússia e Turquia propuseram plano para permitir exportação de grãos ucranianos em troca do alívio das sanções à Moscou, em meio ao agravamento da crise alimentar global. UE e Kiev expressam desconfiança. A Rússia e a Turquia apoiaram nesta quarta-feira (08/06/2022) um plano para a criação de um corredor de segurança no Mar Negro, com o objetivo de permitir as exportações de grãos ucranianos. Kiev, porém, rejeitou a proposta, por considerá-la não confiável.

Moscou exige que Kiev retire as minas marítimas colocadas no Mar Negro e que o Ocidente alivie as pesadas sanções econômicas impostas à Rússia desde o início de sua invasão ao território ucraniano. Em troca, o governo russo permitiria a exportação dos grãos, de modo a evitar um agravamento na crise alimentar global, exacerbada durante o conflito.

Apesar de as exportações de alimentos não estarem entre os alvos das sanções, Moscou argumenta que as restrições aos bancos e ao acesso dos navios russos aos portos em diversos países tornam impossível a distribuição dos cereais para o mercado internacional, o que foi desmentido pela União Europeia (UE).

A Ucrânia é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, milho e óleo de girassol, mas o bloqueio imposto pela Rússia aos portos do país impedem a maior parte do fluxo desses produtos, o que põe em perigo as cadeias alimentares de muitos países em desenvolvimento, especialmente na África. Muitos desses portos estão fortemente minados.

O ministro do Exterior da Turquia, Mevut Cavusoglu, recebeu em Ancara nesta quarta-feira seu homólogo russo, Serguei Lavrov, para discutir uma proposta das Nações Unidas de liberar a cidade de Odessa e outros portos ucranianos no Mar Negro.

A finalidade é permitir a exportação de 22 milhões de toneladas de grãos que se encontram em armazéns ucranianos. Kiev, porém, não foi convidada para as conversas.

A Turquia vem mantendo diálogos com as duas partes no conflito. O governo turco criticou a invasão russa à Ucrânia, mas não aderiu às sanções internacionais contra a Rússia.

*Informações do Portal Terra

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