SBT reprisará última edição do “Jô Soares Onze e Meia” em homenagem ao apresentador

O SBT reprisará a última edição do Jô Soares Onze e Meia nesta sexta-feira (05/08/2022), depois da Tela de Sucessos. Segundo informações do Portal NaTelinha, o especial traz a última aparição do apresentador com seu programa na emissora, em 30 de dezembro de 1999.

A exibição ocorrerá dentro do The Noite com Danilo Gentili, que será especial. O Jô Soares Onze e Meia estreou no SBT em agosto de 1988 e foi fruto de um “não” da Globo, quando Jô era contratado da emissora carioca. Embora fosse uma das estrelas do casting, não havia conseguido um espaço para criar um programa de entrevistas.

A insatisfação com o fato fez Jô mudar de ares em 1988, aceitando uma proposta de Silvio Santos no SBT. Além de um talk-show do seu jeito e sem a interferência de ninguém, ele também teria um programa humorístico. Nascia o Veja o Gordo.

Jô Soares realizou quase sete mil entrevistas em 11 anos e se tornou uma referência do gênero. Inspirado em talk-shows americano como os de Johnny Carson e Steve Allen, o Jô Soares Onze e Meia entrevistou personalidades dos mais variados gêneros. Era a cadeira que todos queriam estar.

 

Confiram a nota de pesar do SBT:

“É com imenso pesar que o SBT lamenta a morte do ator, escritor, apresentador e comediante Jô Soares, aos 84 anos, nesta sexta-feira, 5 de agosto, em decorrência de uma pneumonia, Jô estava internado desde o dia 28 de julho no Hospital Sírio Libanês, na zona central de São Paulo.

José Eugênio Soares, foi um carioca que veio ao mundo para, dentre outras missões, a nobre arte de fazer rir. Desde pequeno, tinha em seus pais – Mercedes e Orlando – uma agradável companhia e grande incentivo na descoberta de sua verve artística.

Na década de 50, após estrelar inúmeros filmes de comédia, Jô estreia na televisão escrevendo os textos de programas para a TV Rio. Em São Paulo, é responsável pelos textos de humor do programa Simonetti Show, na TV Tupi. Na década de 60, transfere-se para a RecordTV onde ganha seu primeiro programa – Jô Show – e torna-se ao lado de Carlos Alberto de Nóbrega, responsável por um dos maiores sucessos da década: A Família Trapo.

Em 1970, estreia na Globo em Faça Humor Não Faça Guerra, e faz também Globo Gente, Satiricom, O Planeta dos Homens, até ganhar seu humorístico Viva o Gordo, em 1981, onde desenvolveu uma galeria de personagens que ficaram para a história do humor.

Em 1988, Jô chega ao SBT para renovar as noites de segunda-feira com o sofisticado humor, agora rebatizado de Veja o Gordo, onde carregou consigo personagens de suas atrações anteriores, e criou novos que foram sucesso na emissora, dentre eles a economista Lilia Bife Quibe no jornal Gordo Economia.

Mas foi em agosto de 1988, que uma revolução acontece na carreira de Jô, e na história da televisão brasileira. Jô ganha de Silvio Santos a oportunidade de realizar seu sonho ao comandar um talk show que mesclasse entrevistas, música e humor, inovando com vanguardia os finais de noite da TV brasileira, criando uma fórmula inesgotável que até hoje reflete-se em sucesso absoluto. Estava lançado Jô Soares Onze e Meia.

Motivo de alfinetadas bem humoradas de Jô quando o programa começava mais tarde, Jô Soares Onze e Meia foi ponto de encontro dos telespectadores com personalidades da história recente do Brasil, em todos os setores, de empresários a pessoas comuns, de artistas a desportistas, passando por integrantes da política de todo o Brasil e lançando talentos. Além dos convidados, o elenco formado pelo Quinteto Onze e Meia, os garçons Felipe e Alex, os câmeras Juquinha e Eddie Murphy, o contrarregra Tião e o maquiador Charly entravam nas tiradas bem humoradas do apresentador. O bordão “Não vá pra cama sem ele” era o slogan de todo o brasileiro antes de se deitar, sendo obrigatória a passagem pelo SBT para saber quais eram os entrevistados da noite.

Durante a Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, comanda uma mesa redonda direto de Los Angeles batizada de Jô na Copa, com a participação de ex-jogadores, celebridades e, inclusivo e antenado, convida pela primeira vez mulheres para debater a performance da seleção.

Em 2000, Jô retorna para a TV Globo, mantendo o estilo de talk show criado no SBT, em Programa do Jô, permanecendo no ar até 2016.

Paralelo a televisão, fez sucesso nos palcos em shows de humor ao estilo “one man show”, shows tocando bongô ao lado do Quinteto Onze e Meia, na década de 90, e escrevendo e dirigindo importantes espetáculos teatrais. Como escritor, lançou best sellers de ficção como “O Xangô de Baker Street” e “O Homem que Matou Getúlio Vargas”.

Jô fora casado com a atriz Thereza Austregésilo, com quem teve o filho Rafael, falecido em 2014. Em 1987 casou-se com Flávia Junqueira.

O SBT se solidariza com todo o público, que tinha em Jô Soares um grande amigo da televisão, e particularmente deseja que Deus conforte seus familiares e amigos.

O velório e o enterro serão fechados para a família e amigos”.

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