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Redutos do Centrão no Nordeste inflam números do SUS e aumentam tetos de emendas

Prefeituras alagoanas e maranhenses receberam milhões em emendas durante o governo Bolsonaro, resultando em um aumento significativo nos atendimentos registrados no SUS nos últimos quatro anos. No entanto, muitas vezes, esses números não correspondem à realidade das populações locais e podem ter sido inflacionados. Algumas cidades declararam procedimentos que ultrapassam sua capacidade de atendimento, levantando suspeitas sobre a veracidade dos dados.

Esse aumento artificial nos atendimentos permite que as cidades solicitem mais recursos do Ministério da Saúde por meio de emendas parlamentares. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União estão investigando esses dados de produção do SUS em Alagoas e outros estados.

Em Alagoas, cerca de um quarto dos municípios aumentou sua produção no SUS em mais de 60% entre 2019 e 2022. Barra de São Miguel, por exemplo, teve um aumento de oito vezes nos atendimentos e está sob investigação do Ministério Público. Outras cidades também apresentam números questionáveis, como Feira Grande, que registrou 282 mil suturas em 2022, apesar de sua população ser de apenas 22,7 mil habitantes.

No Maranhão, a situação é ainda pior, e a Polícia Federal já realizou uma operação para investigar supostos desvios de recursos públicos nas prefeituras. Os aumentos artificiais foram identificados como forma de ampliar os repasses.

O Ministério da Saúde afirmou que não possui auditorias finalizadas para apurar o aumento artificial dos gastos nas cidades de Alagoas, mas está analisando dados de produção de 467 municípios. Alega também estar aprimorando as regras dos sistemas de informação para evitar registros distorcidos ou irregulares.

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