PSOL decidiu não lançar uma candidatura própria

O PSOL decidiu em Congresso Nacional neste final de semana não lançar uma candidatura própria à Presidência da República em 2022 e apoiar a união das esquerdas para derrotar Jair Bolsonaro. Já a posição eleitoral, inclusive o campo de alianças, será definida em conferência eleitoral realizada até abril. “A decisão, tomada pela maioria dos 402 delegados e delegadas, faz parte das iniciativas do PSOL para derrotar a extrema-direita no Brasil e apresenta as prioridades do partido para isso”, diz a resolução da legenda.

 

O 7° Congresso Nacional do PSOL decidiu neste final de semana não apresentar uma pré-candidatura do partido à Presidência da República para que o partido busque centrar esforços na construção de uma frente eleitoral das esquerdas unitária no plano nacional. A partir desse processo, o PSOL convocará, no primeiro semestre de 2022, uma Conferência Eleitoral Extraordinária para tomar as decisões finais sobre a tática eleitoral do partido, políticas de alianças, distribuição de fundo partidário, regulamentação de candidaturas coletivas e outros temas que sejam pertinentes.

 

A decisão, tomada pela maioria dos 402 delegados e delegadas, faz parte das iniciativas do PSOL para derrotar a extrema-direita no Brasil e apresenta as prioridades do partido para isso. “As eleições de 2022 são parte decisiva do processo de superação da extrema-direita. É preciso reunir forças sociais e políticas para, em primeiro lugar derrotar Bolsonaro, e a partir de 2023 lutar pela superação da profunda crise social, política, econômica, sanitária e ambiental que vivemos”, aponta o PSOL.

 

“Não queremos simplesmente um governo de ‘salvação nacional’: queremos um governo de esquerda, comprometido com os direitos sociais, o meio ambiente, a soberania nacional, a superação dos preconceitos e da violência de Estado. Um governo à serviço da igualdade e da justiça social”, alerta o partido em sua resolução. “A prioridade, em nível nacional, deve ser a construção da unidade entre os setores populares para assegurar a derrota da extrema-direita. Esse processo de diálogo deve envolver elementos programáticos, arco de alianças e não pode ser uma via de mão única”, continua a resolução aprovada.

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