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Primeiro ministro de Israel, Nafta renuncia, enquanto Netanyahu deseja voltar ao cargo

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O atual primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennet, renunciou do cargo nesta última segunda-feira (20/06/2022) dissolvendo o parlamento e pedindo novas eleições. O deputado Nir Orbach foi amigo e assessor do agora quase ex-primeiro-ministro Naftali Bennett. Virou traidor depois que Benjamin Netanyahu lhe ofereceu um bom preço: um lugar garantido para concorrer pelo Likud e uma vaga num futuro ministério se e quando Bibi conseguir o que trama o tempo todo, recuperar o poder.

Disputar o poder é da natureza intrínseca dos políticos, mas a facada pelas costas impressionou até pelos padrões israelenses de intrigas nada elegantes. Outra deputada já havia caído fora depois de ameaças constantes contra sua família.

A queda do governo de Naftali Bennett – “Uma grande notícia para milhões de israelenses”, espetou Bibi – não causa nenhuma estranheza. Ao contrário, ele até durou mais do que o previsto quando Bennett e Yair Lapid, agora seu substituto interino, costuraram uma coalizão que incluía oito partidos de centro, esquerda, direita, extrema direita e, bizarramente, um árabe islamista. Criado em maio do ano passado, durante a pandemia, uma grave emergência nacional num país pequeno como Israel, o governo teve sua morte anunciada desde antes de tomar posse. Tinha maioria de um mísero voto no parlamento.

O problema é o mesmo que causou tantas eleições seguidas – a próxima será a quinta em três anos. Nenhuma das principais forças políticas consegue maioria suficiente para formar um governo estável segundo o sistema parlamentarista que vigora em Israel.

Bennett e Lapid resolveram dissolver o parlamento e convocar nova eleição – em 25 de outubro – antes de caírem por falta de maioria.

Bibi já está em campanha. Aliás, nunca saiu dela. Prometeu formar “um governo nacional amplo, chefiado pelo Likud, um governo que cuide de vocês, cidadãos israelenses, sem exceção. Um governo que corte impostos, reduza preços, conduza Israel a feitos incríveis, incluindo ampliar o círculo da paz, como fizemos no passado. E, acima de tudo, um governo que restaure o orgulho nacional dos cidadãos de Israel de forma que vocês possam andar na rua de cabeça erguida”.

Enfim, uma terra de onde jorram leite e mel. Faz parte do jogo no qual Netanyahu é um consumado expert.

*Informações da Veja-abril

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