PL oficializa nome de Jair Bolsonaro como candidato à reeleição

O PL oficializou o nome do presidente Jair Bolsonaro como candidato à reeleição, durante convenção, realizada neste domingo (24/07/2022), no Rio de Janeiro. O atual chefe do Executivo concorrerá em uma chapa puro-sangue, ao lado do ex-ministro da Defesa, general Braga Netto. O evento que confirmou os nomes adotou, desde o início, um tom religioso e de aceno às mulheres. Bolsonaro também fez uma série de críticas a Lula (PT) e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Logo no início do discurso, o mandatário chegou a instigar a plateia contra o STF, que respondeu com palavras de ordem contra a corte. “Supremo é o povo”, ovacionou a plateia. O presidente também convocou a população a sair às ruas no próximo 7 de setembro. “Esses poucos surdos de capa preta tem que entender a voz do povo. Tem que entender que quem faz a lei é o Executivo e o Legislativo”, disparou.

Bolsonaro enalteceu o país e os símbolos da nação. “A bandeira não é símbolo meu, é símbolo nosso. Muito obrigado por essa comparação”, disse em resposta à magistrada que proibiu o uso da bandeira com fins eleitorais. “Nós não queimamos a nossa bandeira, nós não pisoteamos essa bandeira, essa bandeira nos une, essa bandeira mostra que nós temos um governo, temos um povo, temos uma nação ao nosso lado. É o símbolo maior da nossa pátria”, completou.

Como em uma cerimônia militar, convocou os presentes a realizar um juramento de nunca deixar de lutar pela pátria. “Nós, militares, juramos  dar a vida pela pátria, todos vocês aqui juraram dar a vida por sua liberdade. Repitam aí: eu juro dar a vida pela minha liberdade”, ordenou.

Sem citar o adversário petista, o presidente disse que “o cara” defende aborto e falta de liberdade; e que pode participar de debate. Bolsonaro fez um balanço da gestão, onde destacou a realização de obras de infraestrutura como a BR 163, concluída pelo Exército. A atuação durante a pandemia também foi abordada, com a criação do Auxílio Emergencial, como forma de ajudar a parcela mais vulnerável da população. Nesse sentido, anunciou a manutenção do benefício em 2023.

Na ocasião, criticou os adversários e os defensores do isolamento social durante os meses mais críticos da pandemia de covid-19. “Fica em casa, que a economia a gente vê depois. Todos sofreram com isso, não o brasileiro apenas. O mundo todo sofreu com isso. Buscamos medidas para criar o Auxílio Emergencial, equivalente a 15 anos de Bolsa Família. Como o governo não pensa nos mais pobres?”, indagou.

Mantendo um discurso conservador, Jair Bolsonaro também abordou temas como o agronegócio, citando o desempenho da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ele reforçou a postura anti-abordo, fez críticas à discussão sobre a ideologia de gênero pelas escolas e incitou os apoiadores contra o principal adversário, o ex-presidente Lula (PT).

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