Ministros do STF e Rodrigo Pacheco criticam fala de Barroso no congresso da UNE

Ministros do STF e de outros tribunais superiores em Brasília criticaram o discurso feito pelo ministro Luís Roberto Barroso durante o congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), na quarta-feira (12/07/2023).

Pedindo reserva, colegas de Barroso no Supremo e ministros de outros cortes superiores fizeram críticas especialmente ao trecho em que o magistrado falou sobre a derrota do bolsonarismo.

“Nós derrotamos a censura, derrotamos a tortura, derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, afirmou Barroso, ao lado do ministro da Justiça do governo Lula, Flávio Dino.

Na avaliação de colegas de Barroso no STF, a fala foi “muito ruim” e contribui para que a Corte se torne ainda mais alvo de ataques e críticas por parte de bolsonaristas e da atual oposição.

Magistrados de outros tribunais superiores avaliam que a declaração foi ainda pior por ter sido feita a cerca de dois meses da posse de Barroso como presidente do Supremo.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), condenou nesta quinta-feira (13/07) a ida do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Classificando o movimento como “inadequado” e “inoportuno”, Pacheco ponderou que não há possibilidade de manifestações políticas por parte de um magistrado do Supremo.

“A presença de um ministro em um evento de natureza política, com uma fala de natureza política é algo que reputo infeliz, inadequado, inoportuno. E o que espero é que haja por parte do ministro Luís Roberto Barroso uma reflexão em relação a isso, eventualmente uma retratação no alto de sua cadeira do ministro do Supremo Tribunal Federal e prestes a assumir a presidência da Suprema Corte”, declarou Pacheco.

As afirmações vieram um dia após Barroso comparecer ao congresso da UNE, em Brasília, e bradar em público: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. O magistrado também disse já ter enfrentado o movimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, e continuou em falas em defesa da democracia.

A participação de Barroso no evento estudantil causou polêmica – no próprio evento, pelas manifestações de vaias que coincidiram com a participação do magistrado – e no cenário político. A oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro disse ter entrado com um pedido de impeachment pedindo a entrega da cadeira do ministro do STF. Pacheco, por sua vez, disse que nenhuma representação do tipo foi apresentada até o momento.

Por mais de uma vez, o presidente do Senado voltou a avaliar a participação de Barroso como inadequada: “Há de se reconhecer a infelicidade, a apropriação de  participar de um evento de natureza política, de um discurso político, especialmente nessa natureza que fala de enfrentamento de uma instituição que deve ser imparcial ao um segmento político do Brasil”.

Em nota, o Supremo Tribunal Federal (STF) justificou a ida de Barroso ao evento pelo magistrado ter participado do movimento estudantil durante a juventude. E que o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o deputado federal Orlando Silva  (PCdoB-SP) também estiveram no Congresso. Os três falaram a respeito de autoritarismo e discurso de ódio. “Como se extrai claramente do contexto da fala do Ministro Barroso, a frase “Nós derrotamos a ditadura e o bolsonarismo” referia-se ao voto popular e não à atuação de qualquer instituição”, diz trecho do comunicado divulgado.

*Informações do site Metrópoles

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