Lula nega pedido feito pela Alemanha para o Brasil fornecer munições para a Ucrânia, e diz que; “quando um não quer, dois não brigam”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou na última segunda-feira (30/01/2023) a invasão da Ucrânia pela Rússia e negou pedido feito pela Alemanha para envio de munições de tanques de guerra que seriam repassadas para o governo ucraniano. O chefe do Executivo também sugeriu a criação de um grupo de países que pudessem negociar a paz na região e disse que a China precisa “botar a mão na massa” por este objetivo.

“O Brasil não tem interesse em passar munições para que elas não sejam utilizadas na guerra entre Ucrânia e Rússia. Brasil é país de paz. O Brasil não quer ter qualquer participação, mesmo indireta”, disse.

A declaração do presidente foi dada a jornalistas no Palácio do Planalto, depois da reunião do petista com o chanceler alemão, Olaf Scholz. Lula afirmou ainda que a palavra paz é “pouco utilizada” quando se fala na resolução do conflito.

Pela 1ª vez, Lula foi mais enfático ao dizer que a Rússia cometeu o “erro clássico” de invadir o território de outro país e que a “razão” da guerra precisava ficar mais clara.

“Hoje eu tenho mais clareza, acho que Rússia cometeu o erro clássico de invadir o território de outro país. Mas continuo achando que, quando um não quer, dois não brigam. E tenho ouvido muito pouco sobre como encontrar a paz entre Rússia e Ucrânia. Sei que não é fácil, mas sei que começam uma coisa e depois não sabe como terminar”, disse ao lado de Scholz.

Lula disse que sua sugestão é que um grupo de países sentem-se à mesa para “encontrar a paz”. Ele disse já ter conversado com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com Scholz sobre o assunto. Prometeu levar a ideia também ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a quem visitará em 10 de fevereiro. E cobrou dos chineses maior participação nas negociações pelo fim da guerra.

“É preciso ter alguém na mesa de negociação, e aí acho que nossos amigos chineses tem papel muito importante. Esse é um dos assuntos que quero conversar com o presidente chinês Xi Jinping. A China tem que colocar a mão na massa para encontrar a paz”, disse. Lula deve viajar para o país oriental em março.

O presidente brasileiro também disse que ajudará no que puder para encerrar a guerra e disse não ter “nenhum problema” para conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky caso fosse necessário.

*Informações do site Poder360

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