Lula discursa na abertura da Assembléia Geral da ONU: “A desigualdade precisa inspirar indignação”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou grande parte de seu discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (19/09/2023), para falar sobre desigualdade. “O mundo está cada vez mais desigual”, disse ele.

Em outro momento, o presidente brasileiro – o primeiro a falar na fase de debates – destacou que é preciso indignação para vencer esse tema.

“A desigualdade precisa inspirar indignação. Indignação com a fome, a pobreza, a guerra, o desrespeito ao ser humano. Somente movidos pela força da indignação poderemos agir com vontade e determinação para vencer a desigualdade e transformar efetivamente o mundo a nosso redor”, disse ele.

Aplaudido sete vezes durante seu discurso, Lula relembrou sua primeira fala em uma Assembleia Geral da ONU, em 2003. “A fome, tema central da minha fala neste Parlamento Mundial 20 anos atrás, atinge hoje 735 milhões de seres humanos, que vão dormir esta noite sem saber se terão o que comer amanhã”, afirmou o petista.

Para Lula, falta vontade política dos governantes para vencer a desigualdade. “É preciso antes de tudo vencer a resignação, que nos faz aceitar tamanha injustiça como fenômeno natural. Para vencer a desigualdade, falta vontade política daqueles que governam o mundo”, declarou.

O presidente brasileiro citou um “turbilhão de crises” em que a comunidade internacional está mergulhada: pandemia, crise climática, insegurança alimentar e energética, tensões geopolíticas.

“O racismo, a intolerância e a xenofobia se alastraram, incentivadas por novas tecnologias criadas supostamente para nos aproximar. Se tivéssemos que resumir em uma única palavra esses desafios, ela seria desigualdade. A desigualdade está na raiz desses fenômenos ou atua para agravá-los”, completou Lula.

O petista citou também programas de combate à desigualdade em nosso país, como o plano Brasil sem Fome e o Bolsa Família. Ele ainda destacou a aprovação da lei que obriga empresas a pagarem salários iguais para mulheres e homens no exercício da mesma função.

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