Fachin diz que eleições de 2022 serão ‘o maior teste das instituições democráticas’

Prestes a tomar posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu que as instituições democráticas do Brasil terão seu maior teste durante as eleições de outubro, diante da ação de hackers e de ataques à lisura das urnas eletrônicas.

Mesmo diante deste cenário, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Fachin disse não acreditar que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não reconheça o resultado das eleições, apesar do mandatário colocar à prova a confiabilidade do pleito.

“Eu não creio que irá acontecer. Tenho esperança de que não aconteça e vou trabalhar para que não aconteça. Mas, numa circunstância como essa, nós teremos, certamente, o maior teste das instituições democráticas do Brasil. Um grande teste para o Parlamento, que, na democracia representativa, representa a sociedade. Um grande teste para as Forças Armadas, que são forças permanentes, institucionais, do Estado, e que estou seguro que permanecerão fiéis à sua missão constitucional e não se atrelarão a interesses conjunturais. Também será um teste para a Justiça Eleitoral, que é uma instituição permanente do Estado. A nós caberá organizar, realizar as eleições, declarar os eleitos, diplomar e, em seguida, haverá posse para que cada um governe. É para efetivamente isso que vamos trabalhar”, declarou o ministro.

Após a invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, por eleitores de Donald Trump insatisfeitos pela vitória de Joe Biden, Edson Fachin afirmou que as eleições brasileiras são “importantíssimas” não só para o país, mas também para as Américas e a Europa. “Nós queremos nessa articulação internacional tornar as eleições do Brasil uma espécie de case mundial sobre a democracia”, disse o ministro.

Ao ser questionado sobre a existência de ameaças hackers, Fachin afirmou que o risco é real. “Em relação aos hackers que advêm da Rússia, os dados que nós temos dizem respeito a um conjunto de informações que estão disponíveis em vários relatórios internacionais e muitos deles publicados na imprensa. Há relatórios públicos e relatórios de empresas privadas, que a Microsoft fez publicar perto do fim do ano passado, que [mostram que] 58% dos ciberataques têm origem na Rússia”, relatou

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