Estados Unidos matam líder da Al-Qaeda com um ataque a drone no Afeganistão

O líder da Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, morreu no sábado à noite (30/07/2022) em um ataque com drone americano em Cabul, capital do Afeganistão, anunciou na segunda-feira o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

“No último sábado, sob minhas ordens, os Estados Unidos realizaram um ataque aéreo em Cabul, que matou o emir da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri”, informou o presidente em um curto pronunciamento na Casa Branca.

“A justiça foi feita e esse líder terrorista não existe mais.”

Ayman al-Zawahiri era um dos terroristas mais procurados no mundo pelos Estados Unidos, que ofereciam US$ 25 milhões em recompensa por qualquer informação que levasse a sua prisão ou condenação.

Considerado o cérebro por trás dos atentados de 11 de setembro de 2001, que deixaram quase 3.000 mortos em Nova York, Al-Zawahiri, que estava em paradeiro desconhecido há mais de 10 anos, assumiu a liderança da organização terrorista depois da morte de Osama bin Laden, em 2011, em uma operação americana no Paquistão.

Sua morte permitirá que as famílias das vítimas dos ataques contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York e a sede do Pentágono perto de Washington “virem a página”, declarou o presidente Biden.

 

Dois mísseis Hellfire

O ataque com drone foi executado com dois mísseis Hellfire e sem a presença militar americana no terreno, disse uma autoridade americana, o que demonstra a capacidade dos Estados Unidos de “identificar e localizar até os terroristas mais procurados do mundo e tomar medidas para eliminá-los”.

Ayman al-Zawahiri foi localizado “várias vezes e por longos períodos na varanda onde foi finalmente atingido” pelo ataque na capital afegã, acrescentou.

A operação “não causou vítimas civis”, disse Joe Biden, que testou positivo para covid-19 e estava em isolamento quando ordenou o ataque em 25 de julho.

A casa de três andares atingida no ataque fica em Sherpur, um bairro rico da capital afegã, onde moram vários líderes e comandantes talibãs.

Vários moradores entrevistados pela AFP acreditavam que a casa estava vazia.

“Não vemos ninguém morando lá há um ano”, disse um funcionário de uma empresa da área. A casa “estava sempre escura, sem uma única lâmpada acesa”.

O ministro do Interior afegão negou no fim de semana relatos sobre um ataque com aviões não tripulados em Cabul e afirmou à AFP que um foguete atingiu “uma casa vazia” na capital.

No entanto, o porta-voz talibã Zabibullah Mujahid tuitou nesta terça-feira que um “ataque aéreo” foi executado por “drones americanos”.

A presença de Ayman al-Zawahiri em Cabul era uma “clara violação” dos acordos alcançados com o Talibã em Doha em 2020, segundo os quais os islâmicos se comprometeram a não receber a Al-Qaeda em seu território, afirmou uma fonte do governo americano.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse na segunda-feira que ao “abrigar e proteger” Zawahiri, o Talibã “violou de maneira grosseira o acordo de Doha”, que previu a retirada das tropas americanas do Afeganistão.

No âmbito deste acordo, o Talibã prometeu não voltar a ser uma plataforma de lançamento da jihad internacional, mas, segundo analistas, o grupo nunca rompeu seus laços com a Al-Qaeda.

*Informações do Portal UOL Notícias

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