Delegados aposentados da PF apresentam à PGR um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes

Mais de cem delegados aposentados da Polícia Federal decidiram apresentar um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o delegado Fábio Alvarez Shor, da Diretoria de Inteligência da PF, por abuso de autoridade. Eles questionam a ação deflagrada em 23 de agosto contra oito empresários apoiadores do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que teriam falado em golpe de Estado em um grupo privado de WhatsApp. O documento pede ainda o afastamento de Moraes, por suspeição, da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Considerando o nítido caráter político-partidário das ações impetradas pelo Magistrado, os requerentes, ainda, solicitam que essa Procuradoria-Geral da República adote as providências cabíveis, em face da possível suspeição do ministro Alexandre de Moraes para o exercício de suas funções na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, por lhe faltar a imparcialidade necessária para o exercício das atribuições inerentes ao cargo”, registra a notícia-crime.

Com a representação, a PGR deve analisar o pedido e pode abrir uma apuração. O documento, com data de 23 de setembro, pede ainda que as apurações contra os empresários seja anulada. O caso passou a ser investigado no STF, em inquérito que já tramitava na corte. Entre os alvos estão aliados próximos do presidente, como o empresário Luciano Hang (dono das lojas Havan) e o empresário Meyr Nigri (da construtora Tecnisa).

Em um grupo de WhatsApp denominado “Empresários & Política”, o grupo teria mencionado um golpe de Estado, em eventual vitória do candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. Moraes determinou buscas nos endereços dos oito empresários, a oitiva dos depoimentos, a quebra de sigilo bancário e o bloqueio das contas bancárias e dos perfis deles nas redes sociais.

“À vista dos fatos, os requerentes solicitam, em face do Ministro do Supremo Tribunal Federal ALEXANDRE DE MORAES e do Delegado de Polícia Federal FÁBIO ALVAREZ SHOR, a instauração de procedimento investigativo para apurar o possível cometimento, em tese, dos crimes de abuso de autoridade”, notícia-crime endereçada à PGR

O pedido questiona os procedimentos adotados pelo delegado da PF e pelo ministro. Em um dos pontos, questiona o “viés político da operação”, ao apontar que uma das medidas determinadas pelo STF na operação atendeu solicitação de um senador e não da polícia. “Ocorre que parte das mencionadas medidas teriam sido solicitadas pelo senador da República Randolfe Rodrigues (Rede), coordenador da campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, e outros representantes de um dos espectros do embate político nacional.”

Foram alvos os empresários Luciano Hang, da Havan; Meyer Joseph Nigri, dono da Tecnisa; Afrânio Barreira Filho, do Coco Bambu; Ivan Wrobel, da W3 Engenharia; José Isaac Peres, dono da rede Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping; Luiz André Tissot, do Grupo Sierra; e Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii.

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