Conselho de Segurança da ONU vota nesta tarde proposta de cessar-fogo entre Israel e Gaza

O Conselho de Segurança da ONU volta a se reunir nesta segunda-feira (16/10/2023) para discutir diversas questões de segurança, entre elas a crise na Líbia após as enchentes do mês passado, e a atual guerra entre Israel e Hamas.

Duas propostas de resolução serão apresentadas para consideração dos 15 membros do principal órgão das Nações Unidas: um da Rússia, e outro do Brasil, que assumiu a presidência do Conselho neste mês. Essa será a segunda tentativa de acordo desde o início do conflito, em 7 de outubro. Na última sexta-feira (13/10/2023) a reunião para discutir a abertura de corredores humanitários na Faixa de Gaza, assim como um cessar-fogo e a liberação de reféns israelenses, acabou sem acordo.

O texto costurado pelo Brasil será equilibrado e deve condenar os “ataque terrorista do Hamas”, assim como a libertação dos reféns israelenses, mas também fará um apelo para a criação de um “cessar-fogo humanitário” e o acesso de agências da ONU à população civil da Faixa de Gaza. A proposta também pede para que o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu revogue a ordem de evacuação de civis e funcionários da ONU de todas as áreas de Gaza ao norte de Wadi Gaza e de realocação no sul de Gaza.

O teor do documento foi revelado pelo jornalista Jamil Chade, do site UOL, que obteve uma das versões da fase final da proposta.

A Rússia deve apresentar uma proposta similar a que foi votada na última 6ª feira, na qual pede cessar-fogo humanitário em Gaza e a liberação dos reféns, contudo, sem mencionar o grupo extremista Hamas.

Formado por cinco membros permanentes com poder de veto e dez membros não permanentes, rotativos e sem poder de veto, eleitos a cada dois anos, o Conselho de Segurança só poderá aprovar uma das resoluções se houver pelo menos 9 votos favoráveis e nenhum veto dos membros permanentes — EUA, Rússia, Reino Unido, França e China.

Segundo Chade, o Brasil avaliou que uma resolução sem a condenação explicita ao Hamas, seria dificilmente aceita pelos países ocidentais. Já um documento sem cobranças ao governo israelense, seria reprovado pela Rússia e China.

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