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Presidente do Haiti é assassinado a tiros, afirma primeiro ministro

Segundo informações do UOL Notícias, o presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado a tiros hoje (07/07/2021) em um ataque a sua residência por um grupo de pessoas ainda não identificadas, anunciou o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph. Moise tinha 53 anos.

A mulher do presidente, Martine Moise, ficou ferida no ataque e foi hospitalizada, disse Joseph, que pediu calma à população e garantiu que a polícia e o Exército estão encarregados de manter a ordem.

Joseph condenou o que chamou de “ato odioso, desumano e bárbaro”, acrescentando que a Polícia Nacional do Haiti e outras autoridades tinham a situação no país caribenho sob controle.

Onda de violência no país
O ataque ocorreu em meio a uma onda crescente de violência política no país. Com o Haiti politicamente dividido e enfrentando uma crescente crise humanitária e escassez de alimentos, há temores de uma desordem generalizada. Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) voltou a condenar a violência no país.

“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do estado e proteger a nação”, disse Joseph. Tiros foram ouvidos em toda a capital.

Porto Príncipe vem enfrentando um aumento na violência com gangues lutando entre si e com a polícia pelo controle das ruas. Essa violência foi alimentada por um aumento da pobreza e da instabilidade política.

Moise vinha enfrentando protestos ferozes desde que assumiu a presidência em 2017, com a oposição o acusando de tentar instalar uma ditadura ao prolongar seu mandato e tornar-se mais autoritário, acusações que ele sempre negou.

Desde janeiro de 2020, o presidente governava por decreto, já que não houve eleições no Haiti nos últimos seis anos. Novas eleições estavam sendo programadas para o final deste ano.

Originário do mundo empresarial, Moise tinha 53 anos de idade e governava o Haiti, país mais pobre das Américas, desde fevereiro de 2017. No entanto, ele vinha exercendo o cargo por decreto após o adiamento das eleições legislativas previstas para 2018 e em meio a uma disputa sobre quando termina seu mandato.

Nos últimos meses, líderes da oposição exigiram sua renúncia, argumentando que seu mandato terminou legalmente em fevereiro de 2021. Moise e seus apoiadores, porém, sustentam que seu mandato de cinco anos começou quando ele assumiu o cargo no início de 2017, após uma eleição caótica em 2015 que forçou a nomeação de um presidente provisório por cerca de um ano.

Em fevereiro deste ano, autoridades haitianas denunciaram uma “tentativa de golpe” de Estado contra Jovenel Moise, que teria sido alvo de um atentado frustrado. Na ocasião, 23 pessoas foram detidas, entre elas um juiz e uma oficial da polícia nacional.

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